terça-feira, 23 de outubro de 2012


A elegante valsa da minha vida, advém do fato de que tudo em "Eu" está entre aspas. Sou a terceira pessoa de mim.

Tão bom seria se eu pudesse ser a poesia que escrevo, pura e simplesmente a minha obra.

Sério gente interessada é muito interessante.
Eu brincava de desenhar seu sorriso
Na areia do parquinho
Você já estava lá, quando eu ainda nao te conhecia.
Em algum canto da minha fotografia
De infância
Em alguma esquina das ruas
Da minha cidade natal
Em alguma memória, que eu esqueci
Voce é real
So o que eu esqueço é real.
Por alguma razão, meus olhos não te perceberam
O que foi uma benção.
Melhor você so existir agora.
Eu era feia, magra demais,
Depois fiquei bonita, mas triste demais
Louca demais.
Hoje eu sou assim
Desse jeito que sabe ser quase feliz,
E que deseja o seu sorriso
Desenhado no seu rosto
O rosto mais bonito
De todos os rostos
Da minha cidade natal.
Hoje eu sou assim
Exatamente do meu tamanho
Com todos os meus pesados 57 quilos
Esses que eu jogo em cima do seu
Corpo-folha
Escrevendo alguma coisa
Com seu cheiro.
Enquanto você me olha
Feito criança
E me faz lembrar
de toda a infância
Que nós não dividimos

Da Tay ou da Ana

Eu, Ana, guardo desde os 14 anos, um monte de coisas numa caixinha rosa com desenhos de corações azuis claros, coisinhas tantas, que falam de mim mais do que qual quer um já soube. Escritos meus, escritos de amigos, medos, paixões, cacarecos, desenhos, silêncios, segredos. Guardei essas coisas lá na esperança de um dia mostrar para alguém, um amor, tinha de ser para um amor, e toda vez que chega u
m amor novo meu coração dá um pulinho e me pergunta: "É esse?". Nunca foi esse ainda. Eu então pensei que de repente poderia mostrar para alguém da minha família, mas ninguém lá em casa tem esse olhar romantiquinho para com a vida. Então ainda espero o esse chegar, a culpa é toda da caixinha. E nesse caminho, quase todo mundo conhece a Tay, mas a Ana, a Ana talvez ainda esteja na caixinha rosa de corações azuis clarinhos.

Eu construí uma rede de palavras com muito fôlego, dessas que podem ir longe. Joguei a rede no meu mar, estou esperando a rede descer ate bem la no fundo, quero trazer pra superfície o que escondo do mundo.

OPNIÃO


Acho uó quando falam fulano é do bem, fulano é do mal. Não seria mais honesto dizer "Fulano me faz bem" ou "Fulano me faz mal"