Tradução da carta de Alfred:
Jovem Tayana,
Peço lhe humildemente que jamais se esqueça dessas palavras:
Eu sou um jovem senhor de 50 anos, onde metade deles foi dedicada a vocês, estranhas figuras (atores).
Nesses 25 anos de labuta, fui treinado para reconhecer uma estrela, e posso te garantir que nunca falhei. Acreditava, porém, que raramente uma estrela jovem pudesse brilhar demais e confesso, não consigo enxergar tanta luz na maioria das jovens atrizes. Porém você, notoriamente, me iluminou.
Lembro bem, você sentada sozinha, no banco do corredor, com cabelos bagunçados, chorando. Eu me sentei ao seu lado, nos nunca havíamos nos cruzado antes, perguntei: “Qual o motivo de tanta dor”? E você abriu um sorriso enorme, que quase me deixou cego, e rindo, e chorando, você me respondeu: “Não tenho idéia”. Naquele instante, eu tive certeza de que você era uma estrela, uma das maiores que já vi em toda a minha vida.
Sua beleza não é o que chamamos de padrão esperado, se olharmos como um todo, seu rosto é doce, é leve, mas se analisarmos os detalhes veremos que possui traços muito fortes.
Há na sua juventude uma complexidade intelectual. Vejo nos seus olhos uma genialidade, uma loucura, marcas essas que só encontramos em grandes nomes da humanidade.
Não me preocupo com sua arte, sei que será gigante, sei que entrará para a historia. Eu quero estar ao seu lado, quero segurar na sua mão, porque sei que apesar de mulher, você sempre será uma menina.
Não tenha medo, você sabe que brilha muito, que nasceu para ser vista, por favor, não esconda seu rosto, não se assuste com o seu tamanho.
Do seu querido amigo,
Alfred Hillu
Contatos:
(01)22345676
alfredh@actors.org
domingo, 31 de maio de 2009
sábado, 16 de maio de 2009
DEVIR
Andei de um canto a outro e deixei meus rastros, rastros que mudam tanto quanto meus passos. Passos que mudam tanto quanto eu. Inexistência do eu. Eu que não existo mudo a existência do não existir. O partir que parte passa a vir ao encontro de tudo que vai. Tudo que vai fica, tudo que fica vai, vai e transforma o que foi, ficando onde deveria estar. á um minuto atrás se foi e voltou de um jeito imensuravelmente diferente. Foi e ficou na eternidade do segundo que se atravanca na mudança do amanhã, para o sempre do ontem. Mudou na segunda-feira, mas tudo é igual, com exceção de tudo.Ficou.
segunda-feira, 19 de janeiro de 2009
Finalmente Los Angeles
Na segunda tentativa tudo da certo, eh oq minha mae sempre me disse. TENTE OUTRA VEZ. Eu tentei, venci meu medo e entrei naquele aviao, Deus como recompensa me deu o mais traquilo voo possivel.
Apaguei em Sao Paulo e acordei aqui.
Sonhei durante todo voo com alguem que ficou e isso foi lve, gostoso.
Esse eh o inverno masi quente dos ultimos 80 anos na California, e eu me sinto completamente acolhida pelo calor da cidade.
Aprendi a colocar gasolina no carro, a lutar esgrima, e um monte de outras coisas. Os perrengues vem chegando devagarzinho, mas ta tudo tao gostoso... Meu primeiro dia no Actors foi magico, ao entrar no Campus entrei em extase.
Posters enormes, fotos de grandes mitos sentados nas mesmas cadeiras que agora eu sento, isso eh inexplicavel.
Eu abro a porta da sala Robert(um dos maiores professores de teatro do mundo) me cumprimenta :"Brasileiera? Como voces sao lindas. Tao emocionais." Eu me emociono na hora, ele ri. Compreende-se tanta coisa, tantas outras ficam presas, como um no. Eu sento no chao e me reconheco, o exercicio eh incrivel, eu choro como um bebe, alguem me abraca. Dor e alegria...Eu saio da aula para dar uma volta, vou tomar um cafe em Malibu com um amigo. Sento em uma cadeira, ele ri percebendo que eu vou ver, eu vejo. Cameron Diaz na minha frente. A noite cai rapidamente num por do sol inacreditavel(o mais bonito que ja vi). Eu volto e troco de roupa, vamos a festa do Globo de Ouro. Muitas fotos, muita gente, muita gente mesmo. Um tapete vermelho separa. Eu passo pelo tapete vermelho, isso eh realmente estranho. Sinto uma melancolia inexplicavel, ou facil de explicar; Estavam todos ali, eles sao tao humanos, ate qndo nao o sao. Eu me apoio no Milles, ele me estende a mao e percebe o meu estado. Sim voce precisa saber o que quer em Los Angeles, tudo soa tao estranho aqui. Eu amo isso tudo, mas isso me assusta. Sao so pessoas.
Eu conto mais, logo.
Tay.
Apaguei em Sao Paulo e acordei aqui.
Sonhei durante todo voo com alguem que ficou e isso foi lve, gostoso.
Esse eh o inverno masi quente dos ultimos 80 anos na California, e eu me sinto completamente acolhida pelo calor da cidade.
Aprendi a colocar gasolina no carro, a lutar esgrima, e um monte de outras coisas. Os perrengues vem chegando devagarzinho, mas ta tudo tao gostoso... Meu primeiro dia no Actors foi magico, ao entrar no Campus entrei em extase.
Posters enormes, fotos de grandes mitos sentados nas mesmas cadeiras que agora eu sento, isso eh inexplicavel.
Eu abro a porta da sala Robert(um dos maiores professores de teatro do mundo) me cumprimenta :"Brasileiera? Como voces sao lindas. Tao emocionais." Eu me emociono na hora, ele ri. Compreende-se tanta coisa, tantas outras ficam presas, como um no. Eu sento no chao e me reconheco, o exercicio eh incrivel, eu choro como um bebe, alguem me abraca. Dor e alegria...Eu saio da aula para dar uma volta, vou tomar um cafe em Malibu com um amigo. Sento em uma cadeira, ele ri percebendo que eu vou ver, eu vejo. Cameron Diaz na minha frente. A noite cai rapidamente num por do sol inacreditavel(o mais bonito que ja vi). Eu volto e troco de roupa, vamos a festa do Globo de Ouro. Muitas fotos, muita gente, muita gente mesmo. Um tapete vermelho separa. Eu passo pelo tapete vermelho, isso eh realmente estranho. Sinto uma melancolia inexplicavel, ou facil de explicar; Estavam todos ali, eles sao tao humanos, ate qndo nao o sao. Eu me apoio no Milles, ele me estende a mao e percebe o meu estado. Sim voce precisa saber o que quer em Los Angeles, tudo soa tao estranho aqui. Eu amo isso tudo, mas isso me assusta. Sao so pessoas.
Eu conto mais, logo.
Tay.
quarta-feira, 24 de dezembro de 2008
O inicio vem no final, esse é meu presente de natal.

O ano de 2008 está quase terminando e antes que ele terminasse resolvi fazer um blog. Essa não é a primeira vez que faço um, já criei outros que se perederam, ou se fizeram desinteressantes. Espero que este seja um presente duradouro e prazeroso. Um compartilhamento de experiencias minhas, para um todo.
Esse natal está estranho, não estou com aquele espiríto natalino que sempre foi tão presente em mim nessas datas. Eu ando estranha, mas isso acho que sempre fui. Meio estranha, meio estranho é esse que vivo. Adoro a estranhisse e nesse mês de Dezembro ela se fez parte de mim de forma explicita e sem-vergonha. Atuei no filme "Milagre" de Luiza Lubiana, um filme que ao me ver tomou vida propria durante as filmagens. Foi um prazer mergulhar no universo da jovem "Rita", uma italiana do interior que se apaixona por um cigano. Filha de uma tradicional familia, Rita perde seu amor para tradição e ao não suportar sua dor, de ver o cigano partir, Rita por um milagre, vira uma flor que brota ao lado da cova de seu amor.
Que doçura tinha Rita, ela era doce na sua vontade de ir além, de desbravar, quebrar barreiras. Ela era doce na sua paixão libertadora que não aconteceu. Morreu antes, como tudo que promete muito. Ela queria desafiar o pai com aquele objeto liberto que a encantava. Mas o objeto lhe causará amor e o amor era sempre triste, como ela.
Algumas fotos do filme seguem no post(Caronte o barqueiro da morte). Espero vcs no cinema.
Feliz NATALLL
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