"Vós, que sofreis, porque amais, amai ainda mais. Morrer de amor é viver dele."
Victor Hugo
segunda-feira, 22 de junho de 2009
domingo, 21 de junho de 2009
Despersonalizção
Despersonalização.
“O bom ator não é aquele que quer aparecer. O bom ator é aquele que quer desaparecer.”Peter Brook.
Com o auxilio da professora de filosofia da arte Thereza Rocha, criei um conceito metafórico, sobre o que considero que deve ser a luta diária do ser artista. Descascar- se.
De acordo com Thereza, ninguém é, ninguém está, todos devem. Estamos todos em processo de transformação a nada, ou seja, um processo infinito por tornar-se o que nunca de fato se concluirá. Não há, portanto um núcleo, uma essência. Eis minha metáfora: somos cebolas, somente cebolas. A cebola é revestida por muitas cascas, olhando para uma temos a impressão de que ela seja uma bola solida e que ao final das cascas haverá um núcleo. Ledo engano. Não sobra nada no fim das cascas.
O nada é invisível, ele tudo adere, ele não se distingue, no entanto, sendo nada, ele faz parte. Esse é o processo do ator antropólogo, o de descascar-se, o de não se encerrar em quaisquer pontos, não buscar um percurso pronto. O ator antropólogo não é definível, porém talvez eu pense que ele não se aponte em vírgulas previsíveis.
Quanto menos cascas mais próximo da arte está a cebola, Quando o artista se torna obra, ai sim. Talvez seja essa a busca do ser - humano a de tornar-se obra. Como diria Fernando Pessoa, o poeta que reconhecidamente não era nada(por ele mesmo): “A arte é a auto-expressão, lutando para ser absoluta”.
O abrir mão do olhar que se limita ao campo das probabilidades, para estendê-lo ao campo das possibilidades, é o que mais anseio. Quero poder um dia me misturar com o meio, libertando-me de todas as cascas que limitam a minha conexão.
Eu que não sou uma foto, nem tão pouco uma organização. Talvez seja, talvez seja. Mas não quero mais, não quero ser coisa alguma.
A interminável busca por ser, já não parece mais ser.
Eu que tinha uma ilusão bem construída de mim mesma, fiz a escolha de desconhecer-me a cada segundo, e às vezes quando o mundo se faz dor, eu não posso voltar pra casa, por que eu não tenho mais uma casa.
Tudo bem, que devenha assim. É uma escolha.
“O bom ator não é aquele que quer aparecer. O bom ator é aquele que quer desaparecer.”Peter Brook.
Com o auxilio da professora de filosofia da arte Thereza Rocha, criei um conceito metafórico, sobre o que considero que deve ser a luta diária do ser artista. Descascar- se.
De acordo com Thereza, ninguém é, ninguém está, todos devem. Estamos todos em processo de transformação a nada, ou seja, um processo infinito por tornar-se o que nunca de fato se concluirá. Não há, portanto um núcleo, uma essência. Eis minha metáfora: somos cebolas, somente cebolas. A cebola é revestida por muitas cascas, olhando para uma temos a impressão de que ela seja uma bola solida e que ao final das cascas haverá um núcleo. Ledo engano. Não sobra nada no fim das cascas.
O nada é invisível, ele tudo adere, ele não se distingue, no entanto, sendo nada, ele faz parte. Esse é o processo do ator antropólogo, o de descascar-se, o de não se encerrar em quaisquer pontos, não buscar um percurso pronto. O ator antropólogo não é definível, porém talvez eu pense que ele não se aponte em vírgulas previsíveis.
Quanto menos cascas mais próximo da arte está a cebola, Quando o artista se torna obra, ai sim. Talvez seja essa a busca do ser - humano a de tornar-se obra. Como diria Fernando Pessoa, o poeta que reconhecidamente não era nada(por ele mesmo): “A arte é a auto-expressão, lutando para ser absoluta”.
O abrir mão do olhar que se limita ao campo das probabilidades, para estendê-lo ao campo das possibilidades, é o que mais anseio. Quero poder um dia me misturar com o meio, libertando-me de todas as cascas que limitam a minha conexão.
Eu que não sou uma foto, nem tão pouco uma organização. Talvez seja, talvez seja. Mas não quero mais, não quero ser coisa alguma.
A interminável busca por ser, já não parece mais ser.
Eu que tinha uma ilusão bem construída de mim mesma, fiz a escolha de desconhecer-me a cada segundo, e às vezes quando o mundo se faz dor, eu não posso voltar pra casa, por que eu não tenho mais uma casa.
Tudo bem, que devenha assim. É uma escolha.
sábado, 20 de junho de 2009
Senhora menina e suas cascas.
Que bela jovem era aquela. Tinha nela alguma poesia, uma filosofia qualquer. Não me parecia ter lido, assim tantos livros, mas parecia saber de algo, algo que talvez não tivesse aprendido, algo que talvez tivesse percebido. Ela tinha uma maneira peculiar de olhar, uma maneira peculiar de se movimentar. Seu movimento era em direção ao outro, ela se olhava no espelho do outro constantemente. Mas o que será que havia de irreal no encanto que ela causava? Será que por intuição ela sabia o melhor ângulo para cada espelho? Será que ela se contorcia para ficar na melhor pose? E o pior, sim, eu suspeitava do pior... Todo aquele malabarismo machucava os músculos da senhora. Ela em algum lugar ainda não havia percebido, que naturalmente já era linda. Que não era necessária nenhuma pose extraordinária para enfeitiçar o espelho. Não, não aquela menina. Ela era magia nas lentes fotográficas, e parecia ainda melhor nas lentes que captam movimento, sim, ela era movimento.
Até que um dia, a menina decidiu que não queria mais ferir seus músculos para agradar espelhos, ela enfim descobriu que a única pessoa que vê o reflexo é ela mesma. Sim, ela descobriu que poderia ter mil espelhos, poderia fazer mil poses, mas só veria a ela mesma, e só ela, só ela a veria. Já que o outro, também veria a si próprio no reflexo dela.
Houve um dia em que a menina se apaixonou por ela mesma através de um espelho, um espelho que a fazia se movimentar. Mas havia uma certa pintura naquele espelho, uma pintura estranha que a impedia de ver alguns detalhes.
Aquele espelho de fato não era um espelho normal. Tinha qual quer coisa nos seus olhos que não se faziam entender, tinha uma filosofia em movimento de contradição, de ebulição ou seria, de implosão? Às vezes era invisível, às vezes a tornava linda. Mas isso de se perder cansa e fascina, fascina e cansa. Era muita contradição, eram mentiras sinceras, logo ela que dizia se interessar por mentiras sinceras. Aquele espelho pelo menos teve valia, na sua loucura de pólos desconexos, deu a mão para e menina e ajudou a descobrir seu nada.
A menina começou a arrancar cascas, aquele espelho exigia muita energia, fazia bem, fazia mal. Estava sempre em eminência de partida, partida que não se concretizava. Aquele espelho era expectativa, era promessa. A menina passou a querer concretude, a menina não queria mais uma promessa, ela queria um presente. Mas o presente do espelho era como seus olhos, hora intenso, hora distantes. O espelho amava o reflexo de si nela, porém as vezes se assustava. Ela num dado momento se assustou também. Havia alguma coisa de errado na pintura daquele espelho. A pintura mudava de cor. A menina resolveu então que quem iria partir era ela. E partiu. Ela partiu o espelho também. Que hoje em fragmentos reflete outras coisas. Ela também reflete outros, também se fragmentou e se descascou ainda mais.
Talvez ela nem lembre mais, talvez sim. Um dia talvez foi a última coisa que ela disse se olhando no espelho. Um dia talvez ela se torne amiga do reflexo que enxerga naquele espelho, agora ainda é confuso demais.
Um dia... O espelho que hoje reflete outros amores, outras filosofias, guarda a lembrança do reflexo da menina, sem contorcionismos. Ele não guarda seus movimentos em fotos e até mesmo os retratos que o espelho tem dela, são fragmentarias, misturadas. O espelho já sabia em algum lugar. O espelho misturará a menina com o ambiente. Ele queria, ela também. Ela nada, ele nada, ela tudo. Amizade.
Que bela jovem era aquela. Tinha nela alguma poesia, uma filosofia qualquer. Não me parecia ter lido, assim tantos livros, mas parecia saber de algo, algo que talvez não tivesse aprendido, algo que talvez tivesse percebido. Ela tinha uma maneira peculiar de olhar, uma maneira peculiar de se movimentar. Seu movimento era em direção ao outro, ela se olhava no espelho do outro constantemente. Mas o que será que havia de irreal no encanto que ela causava? Será que por intuição ela sabia o melhor ângulo para cada espelho? Será que ela se contorcia para ficar na melhor pose? E o pior, sim, eu suspeitava do pior... Todo aquele malabarismo machucava os músculos da senhora. Ela em algum lugar ainda não havia percebido, que naturalmente já era linda. Que não era necessária nenhuma pose extraordinária para enfeitiçar o espelho. Não, não aquela menina. Ela era magia nas lentes fotográficas, e parecia ainda melhor nas lentes que captam movimento, sim, ela era movimento.
Até que um dia, a menina decidiu que não queria mais ferir seus músculos para agradar espelhos, ela enfim descobriu que a única pessoa que vê o reflexo é ela mesma. Sim, ela descobriu que poderia ter mil espelhos, poderia fazer mil poses, mas só veria a ela mesma, e só ela, só ela a veria. Já que o outro, também veria a si próprio no reflexo dela.
Houve um dia em que a menina se apaixonou por ela mesma através de um espelho, um espelho que a fazia se movimentar. Mas havia uma certa pintura naquele espelho, uma pintura estranha que a impedia de ver alguns detalhes.
Aquele espelho de fato não era um espelho normal. Tinha qual quer coisa nos seus olhos que não se faziam entender, tinha uma filosofia em movimento de contradição, de ebulição ou seria, de implosão? Às vezes era invisível, às vezes a tornava linda. Mas isso de se perder cansa e fascina, fascina e cansa. Era muita contradição, eram mentiras sinceras, logo ela que dizia se interessar por mentiras sinceras. Aquele espelho pelo menos teve valia, na sua loucura de pólos desconexos, deu a mão para e menina e ajudou a descobrir seu nada.
A menina começou a arrancar cascas, aquele espelho exigia muita energia, fazia bem, fazia mal. Estava sempre em eminência de partida, partida que não se concretizava. Aquele espelho era expectativa, era promessa. A menina passou a querer concretude, a menina não queria mais uma promessa, ela queria um presente. Mas o presente do espelho era como seus olhos, hora intenso, hora distantes. O espelho amava o reflexo de si nela, porém as vezes se assustava. Ela num dado momento se assustou também. Havia alguma coisa de errado na pintura daquele espelho. A pintura mudava de cor. A menina resolveu então que quem iria partir era ela. E partiu. Ela partiu o espelho também. Que hoje em fragmentos reflete outras coisas. Ela também reflete outros, também se fragmentou e se descascou ainda mais.
Talvez ela nem lembre mais, talvez sim. Um dia talvez foi a última coisa que ela disse se olhando no espelho. Um dia talvez ela se torne amiga do reflexo que enxerga naquele espelho, agora ainda é confuso demais.
Um dia... O espelho que hoje reflete outros amores, outras filosofias, guarda a lembrança do reflexo da menina, sem contorcionismos. Ele não guarda seus movimentos em fotos e até mesmo os retratos que o espelho tem dela, são fragmentarias, misturadas. O espelho já sabia em algum lugar. O espelho misturará a menina com o ambiente. Ele queria, ela também. Ela nada, ele nada, ela tudo. Amizade.
domingo, 31 de maio de 2009
Tradução da carta de Alfred:
Jovem Tayana,
Peço lhe humildemente que jamais se esqueça dessas palavras:
Eu sou um jovem senhor de 50 anos, onde metade deles foi dedicada a vocês, estranhas figuras (atores).
Nesses 25 anos de labuta, fui treinado para reconhecer uma estrela, e posso te garantir que nunca falhei. Acreditava, porém, que raramente uma estrela jovem pudesse brilhar demais e confesso, não consigo enxergar tanta luz na maioria das jovens atrizes. Porém você, notoriamente, me iluminou.
Lembro bem, você sentada sozinha, no banco do corredor, com cabelos bagunçados, chorando. Eu me sentei ao seu lado, nos nunca havíamos nos cruzado antes, perguntei: “Qual o motivo de tanta dor”? E você abriu um sorriso enorme, que quase me deixou cego, e rindo, e chorando, você me respondeu: “Não tenho idéia”. Naquele instante, eu tive certeza de que você era uma estrela, uma das maiores que já vi em toda a minha vida.
Sua beleza não é o que chamamos de padrão esperado, se olharmos como um todo, seu rosto é doce, é leve, mas se analisarmos os detalhes veremos que possui traços muito fortes.
Há na sua juventude uma complexidade intelectual. Vejo nos seus olhos uma genialidade, uma loucura, marcas essas que só encontramos em grandes nomes da humanidade.
Não me preocupo com sua arte, sei que será gigante, sei que entrará para a historia. Eu quero estar ao seu lado, quero segurar na sua mão, porque sei que apesar de mulher, você sempre será uma menina.
Não tenha medo, você sabe que brilha muito, que nasceu para ser vista, por favor, não esconda seu rosto, não se assuste com o seu tamanho.
Do seu querido amigo,
Alfred Hillu
Contatos:
(01)22345676
alfredh@actors.org
Jovem Tayana,
Peço lhe humildemente que jamais se esqueça dessas palavras:
Eu sou um jovem senhor de 50 anos, onde metade deles foi dedicada a vocês, estranhas figuras (atores).
Nesses 25 anos de labuta, fui treinado para reconhecer uma estrela, e posso te garantir que nunca falhei. Acreditava, porém, que raramente uma estrela jovem pudesse brilhar demais e confesso, não consigo enxergar tanta luz na maioria das jovens atrizes. Porém você, notoriamente, me iluminou.
Lembro bem, você sentada sozinha, no banco do corredor, com cabelos bagunçados, chorando. Eu me sentei ao seu lado, nos nunca havíamos nos cruzado antes, perguntei: “Qual o motivo de tanta dor”? E você abriu um sorriso enorme, que quase me deixou cego, e rindo, e chorando, você me respondeu: “Não tenho idéia”. Naquele instante, eu tive certeza de que você era uma estrela, uma das maiores que já vi em toda a minha vida.
Sua beleza não é o que chamamos de padrão esperado, se olharmos como um todo, seu rosto é doce, é leve, mas se analisarmos os detalhes veremos que possui traços muito fortes.
Há na sua juventude uma complexidade intelectual. Vejo nos seus olhos uma genialidade, uma loucura, marcas essas que só encontramos em grandes nomes da humanidade.
Não me preocupo com sua arte, sei que será gigante, sei que entrará para a historia. Eu quero estar ao seu lado, quero segurar na sua mão, porque sei que apesar de mulher, você sempre será uma menina.
Não tenha medo, você sabe que brilha muito, que nasceu para ser vista, por favor, não esconda seu rosto, não se assuste com o seu tamanho.
Do seu querido amigo,
Alfred Hillu
Contatos:
(01)22345676
alfredh@actors.org
sábado, 16 de maio de 2009
DEVIR
Andei de um canto a outro e deixei meus rastros, rastros que mudam tanto quanto meus passos. Passos que mudam tanto quanto eu. Inexistência do eu. Eu que não existo mudo a existência do não existir. O partir que parte passa a vir ao encontro de tudo que vai. Tudo que vai fica, tudo que fica vai, vai e transforma o que foi, ficando onde deveria estar. á um minuto atrás se foi e voltou de um jeito imensuravelmente diferente. Foi e ficou na eternidade do segundo que se atravanca na mudança do amanhã, para o sempre do ontem. Mudou na segunda-feira, mas tudo é igual, com exceção de tudo.Ficou.
segunda-feira, 19 de janeiro de 2009
Finalmente Los Angeles
Na segunda tentativa tudo da certo, eh oq minha mae sempre me disse. TENTE OUTRA VEZ. Eu tentei, venci meu medo e entrei naquele aviao, Deus como recompensa me deu o mais traquilo voo possivel.
Apaguei em Sao Paulo e acordei aqui.
Sonhei durante todo voo com alguem que ficou e isso foi lve, gostoso.
Esse eh o inverno masi quente dos ultimos 80 anos na California, e eu me sinto completamente acolhida pelo calor da cidade.
Aprendi a colocar gasolina no carro, a lutar esgrima, e um monte de outras coisas. Os perrengues vem chegando devagarzinho, mas ta tudo tao gostoso... Meu primeiro dia no Actors foi magico, ao entrar no Campus entrei em extase.
Posters enormes, fotos de grandes mitos sentados nas mesmas cadeiras que agora eu sento, isso eh inexplicavel.
Eu abro a porta da sala Robert(um dos maiores professores de teatro do mundo) me cumprimenta :"Brasileiera? Como voces sao lindas. Tao emocionais." Eu me emociono na hora, ele ri. Compreende-se tanta coisa, tantas outras ficam presas, como um no. Eu sento no chao e me reconheco, o exercicio eh incrivel, eu choro como um bebe, alguem me abraca. Dor e alegria...Eu saio da aula para dar uma volta, vou tomar um cafe em Malibu com um amigo. Sento em uma cadeira, ele ri percebendo que eu vou ver, eu vejo. Cameron Diaz na minha frente. A noite cai rapidamente num por do sol inacreditavel(o mais bonito que ja vi). Eu volto e troco de roupa, vamos a festa do Globo de Ouro. Muitas fotos, muita gente, muita gente mesmo. Um tapete vermelho separa. Eu passo pelo tapete vermelho, isso eh realmente estranho. Sinto uma melancolia inexplicavel, ou facil de explicar; Estavam todos ali, eles sao tao humanos, ate qndo nao o sao. Eu me apoio no Milles, ele me estende a mao e percebe o meu estado. Sim voce precisa saber o que quer em Los Angeles, tudo soa tao estranho aqui. Eu amo isso tudo, mas isso me assusta. Sao so pessoas.
Eu conto mais, logo.
Tay.
Apaguei em Sao Paulo e acordei aqui.
Sonhei durante todo voo com alguem que ficou e isso foi lve, gostoso.
Esse eh o inverno masi quente dos ultimos 80 anos na California, e eu me sinto completamente acolhida pelo calor da cidade.
Aprendi a colocar gasolina no carro, a lutar esgrima, e um monte de outras coisas. Os perrengues vem chegando devagarzinho, mas ta tudo tao gostoso... Meu primeiro dia no Actors foi magico, ao entrar no Campus entrei em extase.
Posters enormes, fotos de grandes mitos sentados nas mesmas cadeiras que agora eu sento, isso eh inexplicavel.
Eu abro a porta da sala Robert(um dos maiores professores de teatro do mundo) me cumprimenta :"Brasileiera? Como voces sao lindas. Tao emocionais." Eu me emociono na hora, ele ri. Compreende-se tanta coisa, tantas outras ficam presas, como um no. Eu sento no chao e me reconheco, o exercicio eh incrivel, eu choro como um bebe, alguem me abraca. Dor e alegria...Eu saio da aula para dar uma volta, vou tomar um cafe em Malibu com um amigo. Sento em uma cadeira, ele ri percebendo que eu vou ver, eu vejo. Cameron Diaz na minha frente. A noite cai rapidamente num por do sol inacreditavel(o mais bonito que ja vi). Eu volto e troco de roupa, vamos a festa do Globo de Ouro. Muitas fotos, muita gente, muita gente mesmo. Um tapete vermelho separa. Eu passo pelo tapete vermelho, isso eh realmente estranho. Sinto uma melancolia inexplicavel, ou facil de explicar; Estavam todos ali, eles sao tao humanos, ate qndo nao o sao. Eu me apoio no Milles, ele me estende a mao e percebe o meu estado. Sim voce precisa saber o que quer em Los Angeles, tudo soa tao estranho aqui. Eu amo isso tudo, mas isso me assusta. Sao so pessoas.
Eu conto mais, logo.
Tay.
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