sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Quanto finais cabem no fim? Perguntou o menino ao seu avô.

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

A NOITE/I
Não consigo dormir. Tenho uma mulher atravessada entre minhas pálpebras. Se pudesse, diria a ela que fosse embora; mas tenho uma mulher atravessada em minha garganta.

(Eduardo Galeano in Mulheres)

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Eu vou partir pra longe desse júri caótico,
Eu vou partir para longe desse júri
Covardes, não me contam minha sentença
Espalham meus crimes nas ruas,
nos becos,
Vielas,
Esquinas,
Nos medos
Medo.
Nunca na minha cara,
Todos os crimes
Crimes que eu esqueci de cometer.
covardes juízes, de uma lei que não aprendi
Covarde advogada que me conta a sentença
Mas me proíbe de questionar o júri
Covarde mulher
Que ama o homem, mas não fica com ele
Porque ele é o vilão.
O vilão corajoso num mundo de covardes.
O antagonista do mundo.
Covarde mulher que vai chorar a vida
No colo do mocinho
Aquele rapaz sorridente
Que passa os anos
Fugindo do conflito.
Sem drama.
A vida me pesa
para fora deste cenário
De uma humanidade burra
De ensino superior
Que nunca pagará o meu salário.

domingo, 25 de setembro de 2011

Céu

Do céu da boca
Despencam estrelas
Salíva
Baba
Sua língua me salva
Num beijo.
Você é a barca,
Você é a ponte,
Você
A única travessia
Para as
ILHAS PERDIDAS DE
mim.
Queria pôr
A pequenina moça
No centro do colo
Acarinhar seus cabelos
E beijar a boca de açaí
Boca de açaí com pinta
Mas fui eu quem
Pôr-do-sol no ventre
De tal pequena paisagem
Fui eu quem
Se pôs a morrer
Nas lacunas do confuso
mar-vermelho-sangue
Que inundam o quadro-ela
E chocado em uma pedra
Despertei admirado
Por um novo amor
Que divide com aquela
A mesma cidade
De barcas e índios
E o mesmo signo
De águas e barbatanas.
Mas que é tão copletamente outra
Que me sorriu
Um amor sem nome de.
E que é a única
Peça-de-roupa
Que eu visto em meu exílio.

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

A parte que sou
Nao faz parte do todo
Sento e vejo o mundo
O mundo nunca me viu
Eu me vi em muitos
Sem sentido pro tudo
O nada que trago
Me traga ate o impuro
Do sujo que derramo em lagrimas
Me parto ao o submundo
Sou um poço de vontade de nada.