Este cheiro de morte a prostituir meus sonhos,
me deito no ventre da mãe
Aquela que me carregava
Desde meu princípio
Em seu liquido amniótico
Hoje seca minhas lágrimas
Com dor mais intensa que a do parto
Estou partindo.
Paro fim do jogo
Aos 23 minutos do prmeiro tempo
Antes do gol
Sobra pra reserva
Alguma poesia
Para te fazer sentir meu cheiro
No meu travisseiro de infância
Confesso que por mim ficava
Mas essa vida tão bonita
Me expulsou de vez
De casa
Deu um nó na minha garganta
E vem roubando meu ar.
Essa tal da vida, não quer me ouvir reclamar
Logo eu que sou língua solta
Hoje me encontro rouca
Não por tanto berrar
Talvez porque um dia calei
Ou talvez eu não soube amar.
Hoje me perco nas letras
Que já não poderei te cantar.
quarta-feira, 28 de dezembro de 2011
domingo, 25 de dezembro de 2011
Pra voce que não tem esse endereço
E eu corro no espelho de novo e repito cem vezes que não gosto de você. Não gosto de você. Não gosto de você. Porque se eu gostar de você, eu sei que você vai embora. E eu simplesmente não agüento mais ninguém indo embora. Porque nessa vida maluca só se dá bem quem ignora completamente a brevidade da vida e brinca de não estar nem aí para o amor. E eu preciso me dar bem e por isso ignoro minha urgência pelo amor. Porque, se você sentir urgência em mim, vai é correr urgente daqui. Chega!
Tati Bernardi
Tati Bernardi
sexta-feira, 23 de dezembro de 2011
Não me canso dela como sempre me cansava das outras. A tese das almas gêmeas é uma fraude, mas é verdade que há uma pequena percentagem de corpos incompatíveis, uma alta percentagem de corpos compatíveis e uma minoria de corpos feitos um para o outros. Quando se tem a sorte de encontrar esse corpo que se funde no nosso como o mar com o horizonte num dia de Verão, isso é felicidade.
Ines Pedrosa
Ines Pedrosa
quarta-feira, 21 de dezembro de 2011
domingo, 18 de dezembro de 2011
No tom de veludo,
De uma voz disfarçada de açúcar
No olho quase verde
Em discurso generalizado de amor...
Mora, no canto do sorriso triste
Da moça sem voz
Uma vilã
Que passeia por ai
Feito mocinha de novela das 18
Uma vilã que evita o conflito
E por não ser mito
E nem morar no drama
Cala no peito
As falas previsíveis
E os passos infalíveis
De um tabuleiro de damas
Mas cuidado, moço
Que loucura disfarçada
É feito criança malvada
E um dia te derruba da cama.
Hoje, eu acordei no chão.
De uma voz disfarçada de açúcar
No olho quase verde
Em discurso generalizado de amor...
Mora, no canto do sorriso triste
Da moça sem voz
Uma vilã
Que passeia por ai
Feito mocinha de novela das 18
Uma vilã que evita o conflito
E por não ser mito
E nem morar no drama
Cala no peito
As falas previsíveis
E os passos infalíveis
De um tabuleiro de damas
Mas cuidado, moço
Que loucura disfarçada
É feito criança malvada
E um dia te derruba da cama.
Hoje, eu acordei no chão.
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